24 junho 2010

Lula, o “Bush” brasileiro… PARTE II (O fracasso da diplomacia brasileira)


Li um depoimento do sr. Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores, que a comunidade internacional lida com os assuntos do Irã com muita “ambiguidade”. Segundo ele, “as autoridades tiveram "belas palavras" para a mediação brasileira, mas que suas ações não foram coerentes com isso. Não podemos proceder com base na ambiguidade. Precisamos de alguma solicitação inequívoca para nos envolvermos” - disse o chanceler, em Viena (Lembram-se da “corda para se enforcar”?)

E mais... “O chanceler brasileiro criticou o momento da votação no Conselho de Segurança, apenas horas depois de grandes potências rejeitarem oficialmente a proposta de acordo mediada por Brasil e Turquia. Dizendo-se perplexo com a aprovação da resolução na ONU, Amorim disse que a indiferença das grandes potências ao acordo foi uma das razões que levaram o Brasil a votar contra as sanções.”

Parece inacreditável pensar que nenhum diplomata tenha previsto esse resultado pífio da “mediação” para ficarem, assim, todos “tão perplexos”! A própria Secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton veio ao Brasil conversar e alertar o Lula sobre a sua postura. Parece que só o Brasil e Turquia acreditaram realmente que o presidente do Irã iria ceder na sua megalomania de ser auto-suficiente em “bomba atômica”, depois de décadas de avanços e retrocessos nessa questão. Enquanto a diplomacia internacional suava a camisa para neuralizar a hostilidade do Irã, a diplomacia brasileira pré-Lula, jamais participou, ou se ofereceu para mediar conflito tão complexo antes! Talvez, prudentemente, se sentisse sem experiência suficiente para tal complexidade.
Vale lembrar aos diplomatas de Brasília, que estas sanções já estavam praticamente articuladas e quase que totalmente aprovadas há muito tempo, dependendo somente da Rússia e China, que queriam algumas alterações, quando apareceram as figuras do Brasil e Turquia como ingênuos “mediadores” daquele impasse. Somente uma proposta consistente de enriquecimento de urânio tutelada pela IAEA iria, talvez e remotamente, evitar a aplicação das sanções. E o que o Irã propôs ficou muito aquém das perspectivas internacionais.
Embora aparentemente bem intencionada, a diplomacia brasileira só demonstrou desconhecimento histórico e amadorismo na gestão de crises. Tudo o que conseguiram foi fazer o Irã ganhar um pouco mais de tempo. Vale lembrar aqui, também a primeira regra internacional: “Quem não tem competência que não se estabeleça”. E para completar, chega-se à conclusão de que tudo que o Lula entende de diplomacia é afrontar os países do Conselho de Segurança da ONU, em geral, e os Estados Unidos, em particular, principalmente agora que tem intenção de exportar etanol para o Irã.

Conclusão: Me vem à cabeça a sensação de que Lula prefere “nadar contra a corrente” e alimentar uma democracia “ambigua”, porque democratas sérios e convictos não andam de mãos dadas com ditadores! Essa mesma diplomacia que trabalha a favor de ditadores, mesmo aqueles “eleitos democraticamente” pela força da intimidação, como os do Irã, da Venezuela, do Equador, de Cuba, e contra os países verdadeiramente democráticos, organizados e mais alinhados com os direitos humanos, terá que rever com urgência seus caminhos “ideológicos”, depois deste retumbante fracasso. Porque a credibilidade, esta nós já perdemos! E a parcela mais instruída e informada da população brasileira certamente não aprovou as iniciativas funestas do Lula-Bush do Brasil.


Tess Carneiro
New York

Fontes:
O Globo online/ Financial Times/ Google/ Wikipedia

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22 junho 2010

Lula, o "Bush" brasileiro... Parte I ( O fracasso da diplomacia brasileira )



O presidente Lula não pretende passar para a História só como um presidente com altos níveis de popularidade em fim de governo. Quer também ser um “estadista” internacional. O populismo do Lula só não é maior do que a sua vaidade caipira. Apesar do governo Lula ter o direito legitimo e estratégico de aumentar a influência mundial do país, a diplomacia e a política externa brasileira, das quais ele foi o maior avalista, fracassaram estrondosamente.

Logo no primeiro mandato, a diplomacia brasileira fechou as portas para a ALCA (Acordo de Livre Comércio das Américas), uma proposta “ameaçadora” dos americanos que o lulismo boicotou. Pode até ser que o acordo inicial não fosse, de fato, vantajoso para o Brasil, mas não demostraram tanto interesse em ser “negociadores diplomáticos”. O Brasil, então, resolveu apostar na Rodada de DOHA, negociações multilaterais de comércio da World Trade Organization (WTO), sem sucesso. Ficou sem ALCA e DOHA. Com o fracasso da rodada multilateral, o mundou correu para fechar acordos bilaterais, enquanto o Brasil ficou preso às suas ideologias arcaicas. Também por ser do Mercosul, o país só pode fechar acordos em bloco. Na prática, só fez um irrelevante acordo cultural com Israel, e só agora retornam as negociações com a União Européia. Para completar as iniciativas dúbias, o Brasil trabalha para que a Venezuela, do ditador Hugo Chavez, se torne membro pleno do Mercosul. Já se antecede daí, a inviabilização total de qualquer negociação comercial que envolva os EUA, a maior economia do mundo.

Outras consequências lamentáveis desta política externa foi destruir as credenciais do Brasil como mediador confiável dos conflitos regionais, e enterrar as chances do Brasil de ter um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, agravadas pela omissão do Lula diante de novos crimes contra os direitos humanos em Cuba, na convivência com a tentativa de golpe em Honduras, e na tolerância ao militante autoritarismo chavista em geral. Antes de partir para o voo “solo” de estadista internacional, Lula deveria praticar primeiro no seu próprio quintal, a América do Sul. Ao fracassar em fazer o país assumir, de direito e de fato, a sua hegemonia econômica e geográfica no continente, com competência, lucidez, e democraticamente diplomático, Lula passou a mirar o resto do mundo! E se envolve desastradamente com o Irã...

O posicionamento que escolheu para “mediar”, juntamente com a Turquia, uma negociação com o regime ditatorial do Irã sobre o desenvolvimento da energia nuclear, foi a maior “canoa furada” que ele poderia ter entrado. Num outro post que eu coloquei, eu dizia que a aparente tolerância dos países do G-7 era só “a corda que precisava para se enforcar”. Ela estava fadada a não dar certo, ou ser inexpressiva demais para convencer a comunidade internacional. Há vários anos, ela vem tentando negociar diplomaticamente e convencer o Irã a cumprir o tratado de “não proliferação”, que o país é um dos signatários, e a permitir que a alta inspeção da IAEA (International Atomic Energy Agency), orgão regulador e fiscalizador das Nações Unidas sobre energia nuclear, fiscalize sua produção de acordo com os padrões internacionais. E o Irã tem hostilmente recusado todas as investidas sobre seu arsenal, defendendo o direito de soberania e do seu “altruísta” objetivo para fins pacíficos. Entretanto, governantes que não permitem fiscalização de tratados que assinaram são, no mínimo, suspeitos. Se não, porque então recusam a inspeção e o monitoramente de seu desenvolvimento atômico, aos quais todos os outros países signatários se submetem, se ele é para fins pacíficos? Para aumentar o desconforto e desconfiança da comunidade internacional, o presidente do Irã divulga, em seus discursos inflamados, monitorados pela mídia mundial, absurdos como a sua pretensão de “varrer Israel do mapa”, ou dizer que o “holocausto não existiu”! Apesar dos fatos, fotos, testemunhas oculares, sobreviventes e reconhecimento internacional. O que esperar de tamanho ódio racial publicado ao vivo e a cores? Energia nuclear pacífica???
Só o Lula acredita... talvez porque não conheça a História, e não tenha a menor idéia que esta carnificina entre judeus e árabes é milenar e, infelizmente, interminável.

Tess Carneiro
New York

Fontes:
O Globo online/ Financial Times/ Google/ Wikipedia


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15 junho 2010

World Cup South Africa 2010


O maior show democrático do mundo!!!

Futebol e música mostram com todas as letras e cores que há, sim, solução para a humanidade viver em paz consigo mesma. Brancos, negros, asiáticos, índios, árabes, e todas as outras etnias do mundo se enfrentam corajosa e lealmente na arena do esporte. Disputas políticas, religiosas e sociais, as grandes causadores de tantos males à civilização, desaparecem como um passe de mágica. Fica só o talento, a técnica, a estratégia, o respeito às diferenças individuais... e sem conflito. Quisera que todo esse brilhantismo fosse transportado para todos os outros campos!

Abaixo, link para uma das melhores tabelas da Copa:

http://www.marca.com/deporte/futbol/mundial/sudafrica-2010/calendario-english.html

Gooooooooooooooool Brazil! :)
Tess
NYC - Rio
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