05 setembro 2010

A cobiçada dança das cadeiras...



Comparando os três candidatos, a Dilma Roussett é a menos preparada e adequada para este momento do Brasil. Não se pode deixar de notar que, com o PT no poder, a situação promíscua e corrupta da política brasileira não sofrerá interrupção! Instintivamente, eu não acredito na sinceridade e intenções da Dilma. Ela é um modêlo clonado e imposto por Lula, sem brilho próprio e experiência política. Ambos estão embriagados pelo poder, e por extensão, com a capacidade que terão – juntos! – de perpetuarem o que fazem neste país. Porque o Congresso, que seria o poder do povo para barrar suas ambições, já demonstrou que é totalmente amorfo e corruptível. E o pior de tudo... não contamos com leis modernas e mais justas, sequer com um judiciário honesto e eficiente, e principalmente RÁPIDO em suas punições! Vergonhosamente, os três Poderes máximos da nação brasileira precisam urgentemente de um choque de “ordem e progresso”!!!



Talvez a visse com mais simpatia e coerência se a Dilma demonstrasse um pouco mais de suas antigas convicções revolucionárias e o Lula, o seu exaltado clamor sindicalista, onde os ricos e poderosos eram os únicos culpados por todas as mazelas do Brasil, do que vê-los totalmente consumidos pelo luxo e poder, e assumindo integralmente o papel (e a aparência!) daqueles que sempre condenaram! Trairam suas bases idealistas na busca de uma maior distribuição de riquezas e justiça igual para todos. Vão assumir a culpa que deram à “classe imperialista” também? Certamente que não! Uma vez no poder, falamos a mesma língua, estamos na mesma página. E a grande ironia... em termos de experiência e trajetória política, Serra e Marina representam a população brasileira com muito mais mérito e propriedade!  Há muito tempo desejava ver uma mulher na presidência da República... mas nem em sonhos, ela se parecia com a Dilma!


Mas sempre tenho esperanças de que esteja errada. Infelizmente, não errei com o Lula, que usufrui de um sucesso econômico do país, que NÃO CONSTRUIU, que passou todo o seu mandato envolvido em casos sérios de roubos e corrupção (que nunca viu ou puniu!), que inchou a máquina pública para manter o poder, que deixou de (re)construir a infra-estrutura do Brasil para as novas gerações, que fez parcos remendos na educação e saúde, que gastou uma dinheirama com bolsas à guisa de populismo, já que não resolverão o problema social brasileiro. Moradia? Sim, o seu programa Minha Casa foi outro resultado do bom momento econômico que favorecia o crédito fácil. Mas só queria mesmo era testemunhar essa tal eficiência do sr. Lula, se tivesse que enfrentar a inflação monstruosa antes do Plano Real, ou o momento econômico mundial fosse adverso e restritivo, quando assumiu o poder. Certamente, seu ibope não seria o mesmo! Porque Lula não desenvolveu ou aprimorou nada de novo... só colheu e usufruiu dos frutos do trabalho eficiente de outros, que lhe deu tempo e condições para praticar seu “coronelismo”.


Ninguém aqui acredita num Estado livre de corrupção... ela é tão ou mais antiga que a própria política. Mas há meios de mantê-la a níveis mais inócuos e menos influentes... com um Judiciário mais rápido e eficiente, com leis mais coerentes e adequadas à realidade atual, com juizes menos “compráveis”. Ninguém politizado também acredita que “alianças”, mesmo que indesejáveis, não precisem ser feitas, elas fazem parte do conceito político da democracia. Entretanto, nada pode ganhar mais adeptos, mesmo de adversários políticos, do que ações eficazes, justas e necessárias para o bem social, aprovadas e executadas por um governo menos corrupto. Contra fatos e números, não há argumentos em sentido contrário, que resistam por muito tempo. E BOM EXEMPLO começa de cima. “Eduquem as crianças e não será preciso punir os homens”, já dizia Ruy Barbosa. E é esse líder nato, ético e empreendedor que esta nação tão desesperadamente precisa!



Maria Teresa Carneiro
New York - Rio
__________________

04 setembro 2010

Animação incrível recria a vida de milhões de brasileiros - TV Vermelho

A 2ª edição do Prêmio Cultura Viva, idealizado pelo MinC, com patrocínio da Petrobras, produziu uma série de seis (filminhos) interprogramas. Essas peças audiovisuais foram veiculadas nos intervalos da programação do Canal Futura, no evento Teia/2007 e em eventos do Prêmio.


Para o desenvolvimento deste projeto, que abordou o tema da 2ª edição do Prêmio Cultura, educação e comunidade, foram selecionados seis Pontos de Cultura que atuam na área do audiovisual: Amanda Associação Mundo Animado das Artes (CE), Espelho da Comunidade TV Ovo (RS), Instituto Marlin Azul (ES), Opção Brasil (SP), Paraiwa Coletivo de Assessoria e Comunicação (PB) e Vídeo nas Aldeias (PE).

Clique no titulo ou no link abaixo:

http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=136351&id_secao=29



VALE A PENA VER!!!

19 julho 2010

Educação no Brasil


“As autoridades estão preocupadas com o número crescente de contratações de estrangeiros.”


Será que agora a “ficha”cai? Será que o governo brasileiro, atual e futuros, vão finalmente perceber que EDUCAÇÃO séria, comprometida, dinâmica, atualizada, incentivadora é o que o Brasil mais precisa há SÉCULOS??? Brasileiro não carece de talentos e habilidades...

A educação no Brasil não precisa ser só revista... mas REINVENTADA!

 
Dois problemas seríssimos para entrar na agenda dessa revisão:



1) O desenvolvimento da educação e conhecimento dos profissionais brasileiros através do acesso a bons estudos em boas escolas... para todos!

2) A mudança de percepção de que profissionais “seniors” – mesmo com toda a experiência e talentos dos estrangeiros - não conseguem colocação de trabalho no Brasil.

 
Leia mais no link:
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/07/19/brasil-tem-contratacao-recorde-de-trabalhador-estrangeiro-qualificado-917178823.asp



Tess Carneiro
NYC – RIO
_______________________________________________________

24 junho 2010

Lula, o “Bush” brasileiro… PARTE II (O fracasso da diplomacia brasileira)


Li um depoimento do sr. Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores, que a comunidade internacional lida com os assuntos do Irã com muita “ambiguidade”. Segundo ele, “as autoridades tiveram "belas palavras" para a mediação brasileira, mas que suas ações não foram coerentes com isso. Não podemos proceder com base na ambiguidade. Precisamos de alguma solicitação inequívoca para nos envolvermos” - disse o chanceler, em Viena (Lembram-se da “corda para se enforcar”?)

E mais... “O chanceler brasileiro criticou o momento da votação no Conselho de Segurança, apenas horas depois de grandes potências rejeitarem oficialmente a proposta de acordo mediada por Brasil e Turquia. Dizendo-se perplexo com a aprovação da resolução na ONU, Amorim disse que a indiferença das grandes potências ao acordo foi uma das razões que levaram o Brasil a votar contra as sanções.”

Parece inacreditável pensar que nenhum diplomata tenha previsto esse resultado pífio da “mediação” para ficarem, assim, todos “tão perplexos”! A própria Secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton veio ao Brasil conversar e alertar o Lula sobre a sua postura. Parece que só o Brasil e Turquia acreditaram realmente que o presidente do Irã iria ceder na sua megalomania de ser auto-suficiente em “bomba atômica”, depois de décadas de avanços e retrocessos nessa questão. Enquanto a diplomacia internacional suava a camisa para neuralizar a hostilidade do Irã, a diplomacia brasileira pré-Lula, jamais participou, ou se ofereceu para mediar conflito tão complexo antes! Talvez, prudentemente, se sentisse sem experiência suficiente para tal complexidade.
Vale lembrar aos diplomatas de Brasília, que estas sanções já estavam praticamente articuladas e quase que totalmente aprovadas há muito tempo, dependendo somente da Rússia e China, que queriam algumas alterações, quando apareceram as figuras do Brasil e Turquia como ingênuos “mediadores” daquele impasse. Somente uma proposta consistente de enriquecimento de urânio tutelada pela IAEA iria, talvez e remotamente, evitar a aplicação das sanções. E o que o Irã propôs ficou muito aquém das perspectivas internacionais.
Embora aparentemente bem intencionada, a diplomacia brasileira só demonstrou desconhecimento histórico e amadorismo na gestão de crises. Tudo o que conseguiram foi fazer o Irã ganhar um pouco mais de tempo. Vale lembrar aqui, também a primeira regra internacional: “Quem não tem competência que não se estabeleça”. E para completar, chega-se à conclusão de que tudo que o Lula entende de diplomacia é afrontar os países do Conselho de Segurança da ONU, em geral, e os Estados Unidos, em particular, principalmente agora que tem intenção de exportar etanol para o Irã.

Conclusão: Me vem à cabeça a sensação de que Lula prefere “nadar contra a corrente” e alimentar uma democracia “ambigua”, porque democratas sérios e convictos não andam de mãos dadas com ditadores! Essa mesma diplomacia que trabalha a favor de ditadores, mesmo aqueles “eleitos democraticamente” pela força da intimidação, como os do Irã, da Venezuela, do Equador, de Cuba, e contra os países verdadeiramente democráticos, organizados e mais alinhados com os direitos humanos, terá que rever com urgência seus caminhos “ideológicos”, depois deste retumbante fracasso. Porque a credibilidade, esta nós já perdemos! E a parcela mais instruída e informada da população brasileira certamente não aprovou as iniciativas funestas do Lula-Bush do Brasil.


Tess Carneiro
New York

Fontes:
O Globo online/ Financial Times/ Google/ Wikipedia

-------------------------------------------------------------------------------------

22 junho 2010

Lula, o "Bush" brasileiro... Parte I ( O fracasso da diplomacia brasileira )



O presidente Lula não pretende passar para a História só como um presidente com altos níveis de popularidade em fim de governo. Quer também ser um “estadista” internacional. O populismo do Lula só não é maior do que a sua vaidade caipira. Apesar do governo Lula ter o direito legitimo e estratégico de aumentar a influência mundial do país, a diplomacia e a política externa brasileira, das quais ele foi o maior avalista, fracassaram estrondosamente.

Logo no primeiro mandato, a diplomacia brasileira fechou as portas para a ALCA (Acordo de Livre Comércio das Américas), uma proposta “ameaçadora” dos americanos que o lulismo boicotou. Pode até ser que o acordo inicial não fosse, de fato, vantajoso para o Brasil, mas não demostraram tanto interesse em ser “negociadores diplomáticos”. O Brasil, então, resolveu apostar na Rodada de DOHA, negociações multilaterais de comércio da World Trade Organization (WTO), sem sucesso. Ficou sem ALCA e DOHA. Com o fracasso da rodada multilateral, o mundou correu para fechar acordos bilaterais, enquanto o Brasil ficou preso às suas ideologias arcaicas. Também por ser do Mercosul, o país só pode fechar acordos em bloco. Na prática, só fez um irrelevante acordo cultural com Israel, e só agora retornam as negociações com a União Européia. Para completar as iniciativas dúbias, o Brasil trabalha para que a Venezuela, do ditador Hugo Chavez, se torne membro pleno do Mercosul. Já se antecede daí, a inviabilização total de qualquer negociação comercial que envolva os EUA, a maior economia do mundo.

Outras consequências lamentáveis desta política externa foi destruir as credenciais do Brasil como mediador confiável dos conflitos regionais, e enterrar as chances do Brasil de ter um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, agravadas pela omissão do Lula diante de novos crimes contra os direitos humanos em Cuba, na convivência com a tentativa de golpe em Honduras, e na tolerância ao militante autoritarismo chavista em geral. Antes de partir para o voo “solo” de estadista internacional, Lula deveria praticar primeiro no seu próprio quintal, a América do Sul. Ao fracassar em fazer o país assumir, de direito e de fato, a sua hegemonia econômica e geográfica no continente, com competência, lucidez, e democraticamente diplomático, Lula passou a mirar o resto do mundo! E se envolve desastradamente com o Irã...

O posicionamento que escolheu para “mediar”, juntamente com a Turquia, uma negociação com o regime ditatorial do Irã sobre o desenvolvimento da energia nuclear, foi a maior “canoa furada” que ele poderia ter entrado. Num outro post que eu coloquei, eu dizia que a aparente tolerância dos países do G-7 era só “a corda que precisava para se enforcar”. Ela estava fadada a não dar certo, ou ser inexpressiva demais para convencer a comunidade internacional. Há vários anos, ela vem tentando negociar diplomaticamente e convencer o Irã a cumprir o tratado de “não proliferação”, que o país é um dos signatários, e a permitir que a alta inspeção da IAEA (International Atomic Energy Agency), orgão regulador e fiscalizador das Nações Unidas sobre energia nuclear, fiscalize sua produção de acordo com os padrões internacionais. E o Irã tem hostilmente recusado todas as investidas sobre seu arsenal, defendendo o direito de soberania e do seu “altruísta” objetivo para fins pacíficos. Entretanto, governantes que não permitem fiscalização de tratados que assinaram são, no mínimo, suspeitos. Se não, porque então recusam a inspeção e o monitoramente de seu desenvolvimento atômico, aos quais todos os outros países signatários se submetem, se ele é para fins pacíficos? Para aumentar o desconforto e desconfiança da comunidade internacional, o presidente do Irã divulga, em seus discursos inflamados, monitorados pela mídia mundial, absurdos como a sua pretensão de “varrer Israel do mapa”, ou dizer que o “holocausto não existiu”! Apesar dos fatos, fotos, testemunhas oculares, sobreviventes e reconhecimento internacional. O que esperar de tamanho ódio racial publicado ao vivo e a cores? Energia nuclear pacífica???
Só o Lula acredita... talvez porque não conheça a História, e não tenha a menor idéia que esta carnificina entre judeus e árabes é milenar e, infelizmente, interminável.

Tess Carneiro
New York

Fontes:
O Globo online/ Financial Times/ Google/ Wikipedia


------------------------------------------------------------------------------------------------

15 junho 2010

World Cup South Africa 2010


O maior show democrático do mundo!!!

Futebol e música mostram com todas as letras e cores que há, sim, solução para a humanidade viver em paz consigo mesma. Brancos, negros, asiáticos, índios, árabes, e todas as outras etnias do mundo se enfrentam corajosa e lealmente na arena do esporte. Disputas políticas, religiosas e sociais, as grandes causadores de tantos males à civilização, desaparecem como um passe de mágica. Fica só o talento, a técnica, a estratégia, o respeito às diferenças individuais... e sem conflito. Quisera que todo esse brilhantismo fosse transportado para todos os outros campos!

Abaixo, link para uma das melhores tabelas da Copa:

http://www.marca.com/deporte/futbol/mundial/sudafrica-2010/calendario-english.html

Gooooooooooooooool Brazil! :)
Tess
NYC - Rio
------------------------------------------------------------------------------------

10 janeiro 2010

As contradições de Lula no cenário internacional














Associated Press
(Ahmadinejah e Lula)


Brasil manobra um curso independente

Até recentemente, a administração Obama assumia que o Brasil e os Estados Unidos eram aliados naturais que compartilhavam vários interesses comuns em política externa, particularmente na América Latina. Afinal, o Brasil é uma democracia amiga com uma crescente economia de mercado e valores culturais ocidentais.

O país vai ser brevemente a quinta maior economia do mundo. Ele recentemente descobriu bilhões de barris de petróleo em águas profundas em sua costa e já é uma potência na agricultura. Ele tem também feito significantes progressos para erradicar a pobreza. Portanto, parecia simplesmente natural esperar que como o Brasil se tornava mais “como nós”, ele procuraria exercer um papel mais ativo e construtivo no seu hemisfério, e que que os interesses políticos e de segurança brasileiros e americanos coincidiriam grandemente.

Mas isso parece ser agora somente uma situação desejável. Em vários importantes assuntos políticos e de segurança, Washington e Brasília recentemente não têm tido a mesma visão. Nem o Brasil tem demonstrado muita liderança em administrar os desafios políticos e de segurança que ameaçam a região.

Um exemplo é o papel do Brasil na UNASUR (União das Nações Sul-Americanas). Na reunião de setembro em Quito, focada nos assuntos de segurança regional, tópicos não discutidos incluiam a corrida multibilionária de armas na região, a concessão de um santuário e outras formas de ajuda pela Venezuela à Força Armada Revolucionária da Colômbia (FARC), o grupo colombiano de narco-guerrilha, e a crescente cooperação nuclear entre Iran e Venezuela. Ao contrário, o Brasil juntou-se à UNASUR criticando Colômbia por ter concordado e permitido os Estados Unidos usar as suas bases militares para as atividades de contra-terrorismo e contra-narcotráfico dentro da Colômbia.

O fato da Colômbia estar sob constante ataque de um grupo guerrilheiro armado e apoiado por alguns membros da União não foi considerado relevante pela organização ao decidir criticar a Colômbia por procurar ajuda em Washington. Além disso, nenhuma das nações democráticas da América do Sul, incluindo o Brasil, ofereceram ajuda militar ou até mesmo apoio retórico à sitiada Colômbia.

Outro exemplo é a mudança de posição do Brasil em relação à importância do governo democrático. Ambos, Brasil e Estados Unidos inicialmente se oporam ao golpe militar em Honduras que depôs o presidente democraticamente eleito, Manuel Zelaya, apesar do fato dele ter violado a constituição de Honduras.

O interesse do Brasil na democracia de Honduras, entretanto, não se extende a Cuba. Há algumas semanas antes, o Brasil votara na Organização dos Estados Americanos para acabar com o banimento de Cuba à participação na organização – um país que não tem permitido uma eleição democrática há 50 anos. Esta decisão contraditória fere o capítulo democrático do estatuto da organização.

O Brasil jamais tentou mobilizar um suporte contra o uso que o presidente venezuelano Hugo Chavez está fazendo de instituições democráticas para sistematicamente destruir a democracia no país. Pelo contrário, o presidente do Brasil, Luda da Silva, está apoiando os esforços da Venezuela para se juntar ao Mercosul (a união de países sem barreiras alfandegárias), apesar das regras que limitam a participação somente a países democráticos.

Finalmente, há o aspecto da aparente falta de preocupação do Brasil a respeito da crescente penetração do Irã na América Latina, através da Venezuela. Há agora voos semanais entre Caracas e Teerã que transportam passageiros e cargas para a Venezuela sem controles alfandegários ou de imigração. A Venezuela também assinou contratos com o Irã para transferência de tecnologia nuclear, e a especulação de que a Venezuela está dando ao Irã acesso aos seus depósitos de urânio venezuelanos.
Ao invés de expressar esta preocupaçã
o sobre as atividades do Irã na América Latina, o Brasil está tendendo a se aproximar mais de Teerã e espera expandir um contrato comercial bilateral de $2 a $10 bilhoes de dólares num futuro próximo. O presidente Lula recentemente recebeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad no Brasil. Ele reinterou o seu apoio ao direito do Irã de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, insistindo que não há evidência que o Irã está desenvolvendo armas nucleares.

Várias conclusões podem ser retiradas do comportamento do Brasil. A primeira é que o Brasil quer evitar que os Estados Unidos expandam seu envolvimento militar na América do Sul, que o Brasil considera como sua área de influência. A segunda, que o Brasil prefere trabalhar dentro de instituições multilaterais, do que agir unilateralmente.

Dentro destas instituições, o Brasil procura integrar todas os influências regionais, atingir o consenso e evitar conflitos e fragmentação – todos excelentes objetivos. Mas estes são objetivos mais práticos do que substantivos.

As Américas na Mídia

Sob diferente prisma, os esforços multilaterais do Brasil na região parecem valorizar mais a aparência de liderança do que descobrir de fato soluções reais para as crescentes ameaças políticas e de segurança que a América Latina enfrenta. Estas conclusões não implicam que os Estados Unidos e Brasil não possuem interesses conflitantes, ou que eles não possam trabalhar para resolver um problema particular regional ou até mesmo assuntos globais. O que elas significam é que Washington precisa repensar sua idéia presumida em relação à extensão da confiabilidade no Brasil em lidar com os problemas políticos e de segurança na América Latina de uma maneira que seja compatível também com os interesses americanos.
Susan Kaufman Purcell
Diretora do Centro de Políticas do Hemisfério da Universidade de Miami
Traduzido do Wall Street Journal (01/07/10) "Brazil steers an Independent Course". Sra. Purcell é a diretora do Centro de Políticas do Hemisfério da Universidade de Miami.
________________________________/// _______________________________