25 outubro 2009

Solidariedade & Voluntariado

(vexame!)
O brasileiro tem, NÃO na sua cultura formal mas na sua informalidade, um jeito solidário de ser! O brasileiro é, no fundo, de índole boa, pacífica e acolhedora. Mas anos de descalabros políticos, de corrupção deslavada, e de muita impunidade acabaram por distorcer a cultura brasileira, e torná-la nociva e de baixo nível. Abafaram-se as boas intenções quando se engajaram no novo comportamento do “levar vantagem em tudo”! Naturalmente foram para o “ralo” o respeito, a decência, a polidez e... a solidariedade. Felizmente, como toda regra, há ainda muitas exceções no Brasil. Há muitas instituições e pessoas realmente fazendo o bem, sendo solidárias e generosas através do voluntariado.

Definitivamente estas duas palavrinhas – SOLIDARIEDADE e VOLUNTARIADO – resumem o que falta hoje em dia para o brasileiro se re-encontrar com sua cultura e construir um BIG Brasil, mais humano, mais justo, mais honesto, mais limpo, mais educado e sadio! Pela internet pelo menos, estas práticas estão “bombando”!!! :-D

Leiam este assunto numa matéria muito boa do Globo Digital publicada em outubro de 2008.

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2008/10/20/redes_de_solidariedade_voluntariado_ciberativismo_se_disseminam_na_internet-586022314.asp#
Cheers! :)

Tess

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22 outubro 2009

RJ - A gente não vai se entregar jamais!

Para refletir sobre a realidade da segurança pública no Rio de Janeiro, com palavras do sério, comprometido e competente Secretário José Beltrame.

"O governo federal é sócio deste problema. O Rio de Janeiro ficou febril por causa da queda desse helicóptero, mas esse é um episódio de todo um processo, iniciado há décadas e que começou a piorar nos anos 80. Então, não interessa a oferta de mais um helicóptero blindado. Porque não existe meia solução. O Exército precisa cuidas das fronteiras. O que adianta trazer tropas para o Rio? Esses soldados não têm contracheque do estado do Rio, a família está longe, qual o umbigo deles, qual o compromisso que eles têm com a realidade local das favelas? Se nós todos não nos unirmos e nos mexermos, se não tivermos o apoio do Legislativo e do Ministério Público para que o país enxergue o Rio como é, realmente, esse pessoal virá aqui na janela com o fuzil na nossa cara. Sugiro que a gente faça da queda deste helicóptero nosso 11 de setembro da segurança pública no Rio. Antes e depois.

A sociedade precisa colocar em discussão o regime de progressão da pena, que liberta um criminoso de bom comportamento depois de ele cumprir um sexto de sua sentença se tiver bom comportamento na prisão. Por que não exigir que cumpra nove décimos da pena? Vocês acham que o infeliz que derrubou esse helicóptero no morro, que poderia ter caído em cima de um asilo, de uma escola ou da própria casa desse infeliz, os senhores acham que o STF pode reduzir a pena desse bandido que matou três PMs com uma metralhadora? Cadê o Polegar? Cadê o Magno da Mangueira? Cadê o Matemático? (Magno foi solto depois da progressão para o semiaberto, mas foi preso novamente em 2004 e está em Bangu 1) De cada 10 que a polícia estadual do Rio prende, oito são reincidentes.

Nossos policiais exercem três tipos de função. Prevenção e investigação. Combate ao narcotráfico. Proximidade com a comunidade (UPPs). Claro que isso está errado. Eu adoraria só me ocupar, como todas as polícias em paises desenvolvidos no mundo, da prevenção e investigação. Até em outros estados do Brasil, é assim. Aí seria fácil manter o atual efetivo do Rio. Em São Paulo, a policia só briga com o PCC. No Rio, temos de combater três facções criminosas do narcotráfico e mais a milícia formada por ex-policiais, tão criminosa quanto os traficantes e mais difícil de prender. Não há nem lei para prender miliciano.

Fizemos pesquisas no Dona Marta e na Cidade de Deus com 1.200 pessoas. Perguntamos: se os traficantes voltassem a agir livremente, você apoiaria uma intervenção FORTE da policia? No Dona Marta, 87% responderam sim. Na Cidade de Deus, 93% disseram sim. Outra pergunta: o que é mais importante ter nas favelas, qual a maior prioridade para você? Resposta esmagadora: 1) ensino profissionalizante 2) geração de empregos. É por isso que faço um apelo aos empresários. Invistam nessas áreas. O estado não pode se omitir mas o setor privado também não. Tanto a Comlurb, quanto o setor de hotelaria, os restaurantes, todos nós precisamos começar a olhar para as favelas pacificadas como bairros com oportunidades de crescimento. Isso porque, se os cidadãos não tiverem um mínimo de demandas atingidas, essa pacificação vai toda por água abaixo. Os moradores estão esperando que os serviços entrem ali, públicos e privados. O compromisso é de todos, também dos políticos e das ONGs. Porque quase ninguém sobe, ninguém vai às favelas. Na Cidade de Deus, eu via cadáveres e crianças dividindo o mesmo espaço, embaixo de um poste com propaganda de um candidato. Hoje uma musica que toca violoncelo no Teatro Municipal e que tinha só três alunos, passou a receber dezenas de matrículas depois que levamos para tocar lá a Orquestra Sinfônica. É preciso dar perspectiva para a infância”.

Agora fica a pergunta: o que vamos fazer à respeito? Continuar deixando tudo por conta das autoridades? Dediquem um tempo para refletir como cidadãos e cidadãs de um país que precisa não apenas preparar uma copa do mundo e uma olimpíada, mas fazer uma mudança definitiva na qualidade da sua sociedade, no comprometimento cidadão de cada um. Já perdemos tempo demais na nossa história. Precisamos fazer de vez essa transformação.
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19 outubro 2009

O que explica Rio-2016?

A vocação
inata do
Brasil para a
felicidade!
(euforia ao ouvir o resultado da escolha do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016)
O fato de o Rio de Janeiro ter ganho a disputa para hospedar os Jogos Olímpicos de 2016, deixando para trás cidades de grande prestígio como Madri, Chicago e Tóquio, já foi analisado de todas as formas. Tudo foi dito. Que a América do Sul já merecia uma Olimpíada. E é verdade. Que o Brasil é hoje a potência econômica emergente da região. Também é verdade, assim como que boa parte da vitória se deveu à enorme popularidade mundial do carismático ex-metalúrgico e hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E com ele a atuação do deus do futebol, Pelé, e do mago carioca Paulo Coelho, que soube ganhar a simpatia das mulheres dos delegados do Comitê Olímpico Internacional (COI), as quais convidou para jantar em um restaurante em Copenhague, em um clima de felicidade brasileira. Ou terão sido só as imagens das belezas únicas da mágica cidade carioca? Também, mas não só.

Existe outro elemento pouco destacado, que é a vocação inata do Brasil e dos brasileiros para a felicidade, que acaba se irradiando internacionalmente, contagiando o mundo.
Se houvesse sido feita uma pesquisa nacional, teria aparecido que nesse dia 100% dos brasileiros se sentiram felizes quando o presidente do COI abriu o envelope e apareceu Rio de Janeiro como vencedora da competição para realizar os Jogos Olímpicos de 2016. Os brasileiros, que gozam de uma formidável coesão nacional, estão sempre abertos para acolher qualquer motivo para ser felizes. E abrigar os jogos lhes causou orgulho e felicidade. E não escondem isso - outra característica do brasileiro.

Em minha primeira entrevista com a atriz de cinema e teatro Fernanda Montenegro, quando cheguei ao Brasil, há dez anos, ela me disse algo que nunca esqueci e que mais tarde pude tocar com a mão: "A diferença entre um europeu e um brasileiro é que o brasileiro não se envergonha de dizer que é feliz, e o europeu, sim".
Qualquer um que passa pelo Brasil, por turismo ou trabalho, sente-se rapidamente capturado pela cordialidade, a exuberância afetiva, o acolhimento alegre de sua gente, do norte ao sul do país. "É que com os brasileiros não se pode brigar, porque sorriem até quando você fica nervoso", me disse um correspondente argentino. É verdade. A vocação do brasileiro é mais para a paz, a amizade, o entendimento mútuo, o desejo de agradar, do que para a guerra ou a disputa. E então, o que acontece com a violência que mata no Brasil mais que em outros países? Não é uma violência brasileira, mas produzida pelo câncer do tráfico de drogas.
A melhor arma do brasileiro continua sendo o sorriso. :-) O catedrático de estética da Universidade do Rio Isaías Latuf foi indagado em plena na rua em Buenos Aires se era brasileiro. "Como percebeu?", ele perguntou. E a resposta foi: "Por seu sorriso". Segundo uma pesquisa realizada em 2008 em 120 países pelo Instituto Gallup e apresentado pela Fundação Getúlio Vargas, a felicidade do brasileiro é superior a seu PIB. O jovem brasileiro aparece com uma avaliação da felicidade superior à média mundial. O estudo revela que os jovens brasileiros entre 15 e 29 anos apresentam maior esperança de ser felizes nos próximos cinco anos do que os jovens do resto do mundo. E essa esperança de felicidade alcança 9,29%.
Os psicólogos tentaram analisar esses dados. Como é possível que os jovens de um país que aparece somente no 52º lugar no índice mundial de renda se sintam os mais felizes do planeta? O psicólogo Dionisio Benaszewski atribui isso ao fato de que, segundo a mesma pesquisa, os jovens brasileiros valorizam mais a felicidade do que o trabalho ou o dinheiro. Se há algo que de fato eu constatei no Brasil é que a maioria dos cidadãos, até os mais pobres, não vivem para trabalhar; trabalham para viver e para viver felizes. É quase impossível conseguir que alguém queira trabalhar em um domingo, mesmo ganhando o dobro. Costumam dizer: "Ah, não, domingo não dá".
Segundo Benaszewski, existe outro elemento gerador de felicidade no Brasil, que é causado pelas boas relações existentes entre membros da família e entre vizinhos. Aqui a rede de solidariedade, sobretudo entre os mais pobres, é formidável. Um exemplo disso são as favelas do Rio, que entre elas se chamam de "comunidades". E o são. O elemento afeto nas relações e o afã por ajudar-se mutuamente nas adversidades, ou de desfrutar os momentos felizes, são proverbiais.

Costuma-se dizer que os brasileiros sabem tirar felicidade até das pedras. Eles a buscam na alegria e na tristeza. No dia em que o Rio ganhou como sede dos Jogos Olímpicos, um casal de jovens brasileiros entrevistado em Madri por um repórter do programa de Iñaki Gabilondo disse algo mais ou menos assim: "Não fiquem tristes. Venham para o Rio, que é uma cidade maravilhosa, que se sentirão felizes". Pensei que, se tivesse sido o contrário, se Madri tivesse ganhado e o Rio, perdido, a jovem também teria se consolado de alguma forma, dizendo que estava feliz na maravilhosa cidade de Madri.

Assim são os brasileiros. São mergulhadores no mar da felicidade e, como não escondem isso, acabam contagiando os outros. Sem dúvida esse contágio também teve a ver na hora da votação em Copenhague.
El País
Juan Arias

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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04 outubro 2009

Rio 2016...



Uma convicta esperança brotou em meu coração quando, emocionada, assisti à decisão sobre a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, direto da Dinamarca: deu RIO DE JANEIRO na cabeça! E com folga: com 66 votos a 32, superamos a musical e poderosa Chicago, a disciplinada e eficiente Tóquio, a cultural e festiva Madrid.

Naquele minuto de orgulho, não me passou pela cabeça pensamentos negativos como a decadência moral e ética da política brasileira, a insegurança do Rio de Janeiro, ou sequer imaginei o tamanho do rombo que a corrupção e a criminalidade poderiam fazer nos orçamentos deste extraordinário evento internacional, como muitos brasileiros já começam a bravejar como um tique nervoso.

Só me passou pela cabeça o talento que o brasileiro tem para organizar e fazer festas lindas e emocionantes.... só pensei na quantidade de pessoas honestas e trabalhadoras que este país também tem... só sonhei com a nossa cidade maravilhosa mais linda do que nunca para receber o mundo inteiro, e os braços do Cristo Redentor mais abertos do que nunca. Aquele minuto tão risível foi pura magia!

O Brasil ganhou a sorte duas vezes consecutivas em pouco espaço de tempo: a Copa do Mundo de 2014 e agora, a tão sonhada Olímpiadas de 2016, a primeira a ser realizada na América do Sul, deste a realização dos primeiros jogos em Atenas, Grécia em 1896. Este fato, por si só, já representa a maior conquista dos brasileiros neste século. O mundo, de todas as formas, está abrindo as portas ao Brasil como nunca antes, os ventos soprando a favor e nos conduzindo por mares nunca dantes navegados. É pegar essa onda e emergir!

Se perdermos este bonde do progresso, da organização, do trabalho eficiente e responsável, do brilho nos esportes, dos investimentos e resultados positivos que proporcionarão... então estaremos mesmo perdidos de vez. Que cada brasileiro pergunte a si mesmo o que pode fazer para ajudar o seu país a brilhar, ser mais limpo, decente, organizado, seguro, pacífico... e sair vencedor... em todos os sentidos. Chegou a hora da gente mostar o nosso valor. A nossa oportunidade está batendo na porta!

Alguns fatos sobre as Olimpíadas:

§ De 241 participantes representando 14 nações em 1896, os Jogos Olímpicos cresceram para 10.500 competidores de 204 países nos Jogos Olímpicos de 2008 na China.

§ O número de países participantes é maior do que os 193 membros atuais das Nações Unidas. O Comitê Olímpico permite a competição de nações que não se enquadram nos rígidos requerimentos de soberania política que outras organizações internacionais exigem. Como resultado, colônias ou países dependentes são autorizados a criar seus próprios Comitês Nacionais Olímpicos. Exemplos disso são os territórios de Puerto Rico, Bermuda e Hong Kong, os quais competem como nações separadas, apesar de serem legalmente parte de outro país.

§ O Comitê Internacional Olímpico (IOC) compreende um grande número de organizações e federações esportivas nacionais e internacionais, parceiros reconhecidos da mídia, tanto quanto atletas, oficiais, juízes e toda e qualquer pessoa ou instituição que concorde em acatar as regras do estatudo do Comitê Olímpico.

§ O francês e inglês são os idiomas oficiais do Movimento Olímpico. O outro idioma usado em cada Olimpíada é o falado no país anfitrião. Toda proclamação (tal qual o anúncio de cada país durante a parada das nações na cerimônia de abertura) é falada nestes três idiomas, ou nas duas oficiais, dependendo se o país anfitrião é de língua inglesa ou francesa.

§ O Movimento Olímpico usa símbolos que representam os ideais descritos no Capítulo Olímpico. O símbolo olímpico, mais conhecido como os “anéis olímpicos”, consiste de cinco anéis interconectados e representa a unidade dos cinco continentes habitados (considerando as Américas como um único continente). As cores dos anéis – azul, amarelo, preto, verde e vermelho, sobre fundo branco – formam a bandeira olímpica. Estas cores foram escolhidas porque cada nação tem uma delas em suas bandeiras nacionais. A bandeira olímpica foi adotada em 1914 mas erguida pela primeira vez somente nos Jogos Olímpicos de 1920 em Antuérpia, Bélgica. Desde então, tem sido içada em cada celebração dos Jogos.

§ O slongan olímpico, “Citius, Altius, Fortius”, é uma expressão do latim e que significa “Mais rápido, mais alto, mais forte”. E o ideal olímpico continua no credo: “A coisa mais importante dos Jogos Olímpicos não é vencer mas participar, como a mais importante coisa da vida não é o triunfo mas a luta. O essencial não é ter conquistado mas ter lutado bem.” (Fonte: Wikipedia)

Parabéns meu RIO LINDO!!!!

Tess __________________________________